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Prefeito de Governador Valadares nega irregularidades e faz acusações durante depoimento em comissão

Prefeito de Governador Valadares fala à comissão processante e acusa empresário O prefeito de Governador Valadares, Sandro Lúcio Fonseca, conhecido como Cor...

Prefeito de Governador Valadares nega irregularidades e faz acusações durante depoimento em comissão
Prefeito de Governador Valadares nega irregularidades e faz acusações durante depoimento em comissão (Foto: Reprodução)

Prefeito de Governador Valadares fala à comissão processante e acusa empresário O prefeito de Governador Valadares, Sandro Lúcio Fonseca, conhecido como Coronel Sandro (PL), negou irregularidades na contratação do transporte escolar e fez acusações contra um empresário durante depoimento à comissão processante da Câmara Municipal, nesta quinta-feira (23). A oitiva foi realizada no plenário da Câmara, que ficou lotado por apoiadores e críticos do prefeito. A comissão investiga possíveis irregularidades no contrato do transporte escolar do município. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Logo no início da reunião, a defesa do prefeito pediu o adiamento dos trabalhos, mas o pedido foi negado pelos vereadores. Ao responder às primeiras perguntas, Coronel Sandro afirmou que a denúncia que originou a investigação teria surgido após a substituição da empresa responsável pelo serviço, que, segundo ele, foi feita por critérios técnicos. Durante o depoimento, o prefeito apresentou aos vereadores um documento com a inscrição “margem 25%”, que, segundo ele, indicaria uma tentativa de corrupção envolvendo a troca da empresa prestadora do serviço. “Se fosse só testemunho, eu não traria aqui essa denúncia. Mas eu tenho um documento aqui do punho dele, transporte escolar margem 25%”, afirmou. Segundo o prefeito, um servidor público teria sido procurado para viabilizar a substituição da empresa por outra, com suposta margem de desvio. Ele disse que a identidade da testemunha será preservada, mas poderá ser apresentada à comissão em reunião reservada. O prefeito também negou as acusações de superfaturamento no contrato e afirmou que os valores aumentaram após a unificação de serviços que antes eram executados em contratos separados. “Tudo não passou de uma grande armação a partir do momento em que eu fiz a substituição por questões técnicas”, declarou. Prefeito Coronel Sandro (PL) apresentou uma suposta tentativa de desvio de verba no contrato Reprodução/Inter TV dos Vales Empresário nega acusações Por meio de nota enviada à imprensa, o empresário Alex Diniz, citado pelo prefeito, negou a denúncia. “As acusações são absolutamente falsas, desprovidas de qualquer prova concreta”, afirmou. O empresário também classificou as falas como “caluniosas, difamatórias, levianas e irresponsáveis” e disse que a situação tenta desviar o foco das investigações em andamento. “Não permitirei que acusações falsas e sem fundamento permaneçam impunes”, declarou. Segundo ele, serão adotadas medidas judiciais para responsabilização dos envolvidos (veja na íntegra abaixo). Posicionamento Alex Diniz Reprodução Fase final Com o depoimento do prefeito, a comissão processante encerrou a fase de oitivas e entrou na etapa final do processo. Segundo o presidente da comissão, vereador Amaral do Povo (Avante), o colegiado aguarda a apresentação das alegações finais da defesa para concluir os trabalhos. “Agora nós estamos aguardando ele juntar todos os elementos para fazermos o relatório final. São cinco dias úteis para a defesa e depois vamos concluir o inquérito”, afirmou. O vereador Jepherson Madureira (Republicanos), líder do governo no legislativo, afirmou que a apuração busca evitar decisões precipitadas. “A gente precisa investigar e fiscalizar para não cometer nenhum equívoco ou injustiça com o prefeito”, disse. O assessor jurídico da Câmara, João Lembi, explicou que o processo entra na fase de análise final após o encerramento das oitivas. “O momento agora é de escutar o resultado que a defesa apresenta. Depois disso, a Câmara avalia todo o conteúdo e emite o parecer final”, afirmou. Nova licitação A defesa do prefeito informou que irá apresentar as alegações finais dentro do prazo estabelecido e que pretende reforçar os argumentos apresentados no depoimento. “A defesa vai apresentar razões escritas e reforçar o que foi demonstrado no interrogatório, que foi esclarecedor quanto à regularidade do procedimento”, afirmou o advogado Mauro Bomfim. Segundo ele, o prefeito também anunciou a abertura de um novo processo licitatório para o transporte escolar, diante do encerramento do contrato atual. Prefeitura de Governador Valadares Leonardo Morais Entenda o que é investigado A origem das investigações As apurações começaram em esferas diferentes. A primeira iniciativa partiu da Câmara Municipal de Governador Valadares no início de março de 2026, após a Casa aceitar uma denúncia feita por um empresário do setor de transportes. Ele questionou a legalidade da contratação da empresa responsável pelo serviço, alegando que não houve o devido processo licitatório, o que feriria a Lei Orgânica do município. Paralelamente, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) iniciou sua própria apuração a partir de uma denúncia e uma representação que apontavam problemas na contratação. A análise do TCE se concentrou em falhas de planejamento, pesquisa de preços e indícios de superfaturamento no contrato firmado por meio do Consórcio Interfederativo de Minas Gerais (Ciminas). Suspeitas apontadas pelo Tribunal de Contas (TCE-MG) A análise técnica do TCE-MG apontou indícios de irregularidades graves, como falhas no planejamento do contrato e deficiência na pesquisa de preços. A principal suspeita é de superfaturamento, baseada em um aumento de 161% na quilometragem diária prevista para os veículos, que saltou de 3.634 km no contrato anterior para mais de 9.400 km no atual, sem uma justificativa técnica aparente. Segundo o tribunal, esse aumento pode ter gerado um prejuízo de aproximadamente R$ 3,8 milhões aos cofres públicos entre setembro e dezembro de 2025. Apesar das suspeitas, o TCE decidiu não suspender o contrato, por considerar o transporte escolar um serviço essencial para os estudantes da rede pública. TCE determinou o bloqueio de bens e a Justiça suspendeu O bloqueio de bens do prefeito e da secretária municipal de Educação, no valor de R$ 908 mil, foi uma medida cautelar determinada pelo TCE para garantir um eventual ressarcimento aos cofres públicos. Esse valor corresponde a uma estimativa mais conservadora do prejuízo calculado pela área técnica do tribunal. No entanto, a defesa do prefeito recorreu ao Tribunal de Justiça (TJMG), que concedeu uma liminar (decisão provisória) para suspender o bloqueio. A desembargadora responsável pelo caso entendeu que houve indícios de violação ao devido processo legal, pois o prefeito não foi notificado para se defender antes da medida ser imposta. Além disso, a decisão apontou que não havia provas claras da responsabilidade direta do prefeito e que existiam divergências nos próprios relatórios do TCE sobre o valor do suposto prejuízo. LEIA TAMBÉM: Justiça suspende bloqueio de bens de prefeito de Governador Valadares após decisão do TCE TCE manda bloquear bens de prefeito de Governador Valadares por irregularidades no transporte escolar Câmara abre comissão para investigar prefeito por contrato do transporte escolar Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.