Samu demora cerca de cinco horas para chegar a local de acidente de moto em BH
Motociclista ferido em acidente aguarda cerca de cinco horas pelo Samu em BH TV Globo/ Reprodução O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) demorou...
Motociclista ferido em acidente aguarda cerca de cinco horas pelo Samu em BH TV Globo/ Reprodução O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) demorou cerca de cinco horas para chegar ao local de um acidente de moto registrado no bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (24), segundo os envolvidos na ocorrência. O motociclista ferido ficou deitado na Avenida Presidente Carlos Luz à espera de atendimento durante todo o tempo. O acidente ocorreu por volta das 11h45, quando uma moto bateu na traseira da outra. O Samu foi acionado minutos depois, mas os solicitantes foram informados que havia mais de 40 ocorrências à frente na fila. A ambulância só chegou por volta das 16h40. "Ele machucou o dedo e cortou a canela e está sentindo muita tontura. Ele não consegue nem se sentar, está deitado na rua. Chamamos o Samu várias vezes, cada hora falaram uma coisa. É um descaso", disse a auxiliar administrativa Naiara dos Santos Araújo, esposa do motociclista ferido, antes da chegada da ambulância. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp O motociclista, Victor Hugo, de 33 anos, conversou com a equipe da TV Globo enquanto aguardava atendimento. "Estou com muita tontura, tentei me levantar, mas parece que minha pressão cai muito rápido. Infelizmente eu não consigo sair daqui", falou. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) afirmou que, "no momento do chamado na Av. Presidente Carlos Luz, todas as ambulâncias estavam empenhadas em outras ocorrências classificadas, pelos médicos reguladores, como mais graves". "Assim que uma delas foi liberada, a equipe do Samu encaminhou a vítima, do sexo masculino, de 33 anos, para uma unidade hospitalar". Segundo a pasta, os chamados feitos ao Samu são registrados e encaminhados, de acordo com a demanda, para um médico regulador, que avalia a gravidade e define os encaminhamentos necessários. "É importante esclarecer que o número de profissionais que atuam no SAMU, assim como o número de ambulâncias que compõem a frota do serviço no município, segue os parâmetros definidos em normativas do Ministério da Saúde", declarou a SMSA. Cortes no Samu Na última quarta-feira (22), profissionais do Samu protestaram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte contra os cortes anunciados pelo município na área da saúde. A partir de maio, os contratos de 34 funcionários serão encerrados. Além disso, 21 trabalhadores estão de licença, o que significa uma redução de 55 pessoas nas equipes. Atualmente, cada Unidade de Suporte Básico (USB) conta com dois técnicos de enfermagem, mas, com a mudança, parte das ambulâncias vai passar a circular apenas com um técnico e o motorista. Segundo a SMSA, 13 ambulâncias de USB vão operar com um técnico de enfermagem, enquanto outras nove terão dois profissionais por plantão. Em nota, a pasta afirmou que "as escalas dos profissionais serão reorganizadas com o objetivo de manter a assistência à população" e que "não haverá redução na quantidade de ambulâncias". "Cabe ressaltar, também, que a Portaria nº 2.028/2002 estabelece que a equipe mínima para atuação em unidades de suporte básico (USB) é composta por um técnico de enfermagem e um condutor. Esse modelo já é utilizado em outras cidades do país e passará a ser adotado por Belo Horizonte", declarou. Profissionais do Samu protestam contra cortes e alertam para redução de equipes em BH Vídeos mais vistos no g1 Minas: